sábado, 15 de abril de 2017

Perda

Defino a perda, tinha em mim poemas de chocolate
15 anos de idade e alegorias irresistiveis acerca do amor
vibrava as impossibilidades categóricas do ser
e o mundo era a cores pluridimensionais.
Tinha em mim conjuntos ordenados de violência doce
e a fasquia dos sonhos era interminável razão de ser
era-me possível apagar a tristeza através dos lábios,
beijando beijos salgados - chorava pelos dois doentiamente;
a mediunidade ocupava-se zeloza dessa humanidade
terrivelmente díspar do brilho, da estética amarga
que um dia haveria de viver: perder a infância
numa noite só, à força de coisas alquímicas e
tu, para sempre perdido em oníricas incertezas.


Sem comentários:

Enviar um comentário