Reordeno as palavras, tenho muito a dizer
com o pouco significado empreendido entre
pesadelos, atitudes francas e díspares da
realidade fragmentada com que alimentas a
tua crueldade emocional. Sou só uma presa
de fáceis argumentos à locura, Sou só
depósito de inferno alheio - Uma curiosidade
com que mudo a música que te dedico: No Woman
No Cry. Se existissem, por via das dúvidas,
lágrimas dentro dos teus olhos: Lê-me,
estou aqui para essa inexistência Azul.
Pertenço-te, como o crucifixo de ouro no
teu pescoço, beleza fria e maçiça que tanto
vale sobre a brancura da tez, que tão pouco
é na sua sublime biologia simbólica - Que
tão pouco sou perante qualquer enredo mortal.
Mordes-me a poesia até cair a palavra Sangue,
esventras os versos, dás-me a novidade formal
tudo no seu devido lugar: como uma criança
finalmente educada à força de um cinto.
Dói-me a descompostura espiritual:
rego essa Existência com o medo, um pouco
do teu dedo, da tua mão Alba mão que faz aparecer
e desaparecer em nome do teu Anjo Caído;
o Nosso Anjo prestes a desencontrar até
a sua própria sombra: Vejo a sua mão na tua
eterno gestante dentro de um ventre de Cristal.

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